domingo, 22 de novembro de 2009

filosofos que falam sobre o amor.

Jean–Paul Sartre (1905 – 80) dizia que o amor é um "ideal irrealizável". E isso porque queremos algo impossível das pessoas que amamos: somos atraídos pela liberdade e independência que detectamos nelas. E, no entanto, ficamos tão apavorados que tentamos privá-las desses atributos quando estabelecemos uma relação amorosa. "O amante quer ser amado pela liberdade, mas exige que essa liberdade, como liberdade, não seja mais livre".
Lucrécio descreveu bem, no amplexo amoroso, essa fusão que se busca, às vezes, freqüentemente, mas que nunca se encontra, ou se crê encontrar (porque o ego, de repente, como que se aboliu), para logo depois se perder:Membros colados, eles gozam dessa flor de juventude, e já seu corpo adivinha a volúpia próxima; Vênus vai semear o campo da mulher; eles apertam avidamente o corpo de sua amante, misturam sua saliva à dela, respiram seu hálito, dentes colados contra sua boca: vãos esforços, já que nada podem roubar do corpo que abraçam, tampouco penetrá-lo e nele se fundirem inteiros. Porque é isso, por momentos, o que parecem querer fazer…Daí o fracasso, sempre, e a tristeza, tão freqüentemente. Eles queriam ser um só e ei-los mais dois que nunca… “Da própria fonte dos prazeres”, escreve magnificamente Lucrécio, “surge não sei que amargor, que até nas flores sufoca o amante…”


adeilton e paulo

Nenhum comentário:

Postar um comentário